terça-feira, 10 de abril de 2012

Depois... tudo é começo!

Depois do fim, tudo é começo, então, que comece. Graças a Deus têm dias que passam rápidos, mas as boas lembranças nunca vão juntas. Do mesmo modo daqueles que atravessam os outros sem pedir licença. Adoro falar muito e de tudo, mas não com todos. Acredite, você andava me ganhando em muitas coisas, das quais deveria e não saber, vinha me ganhado aos poucos, nos pequenos retalhos e aposto que nem desconfiava. Tenho certeza que se soubesse diria que vivia na defensiva, tenho que concordar, sou uma caixinha iluminada e sem muitos segredos, e o melhor, não sou difícil de ler. Ler-me-ia com atenção... Faltou! Às vezes, me perco com tantos quesitos, haja coragem pra processar tanto assunto e transformar em texto. Gosto e muito de sentir tudo junto ao mesmo tempo, mas refletir também cansa. Pensamentos soltos e com eles vários raios e trovões, de uma vez só. Tenho outras prioridades e não consigo orientar-me. Sinto medo, insegurança. Quero abraço forte e uma voz, a sua voz, que sempre reorientava-me, neste e nos outros momentos "só meus". O que me deixa cega não é olhar para o raio, mas não olhar mais fundo para “seu” sujeito, e com ele, em conjunto, toda companhia das borboletas em meu estômago. No meio disso tudo, só pra dizer que senti uma saudade indiscreta de você. Contudo, percebi, entendi e compreendi que a vida é uma questão de preenchimento. Uma vida. Um cheiro. Um brilho. Um toque. Uma fala. Uma presença. Uma ausência. E só.

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