
Sempre acreditei no amor. O amor inteiro. A paixão é fase (?) vem junto com o talvez, com o não. O mundo gira e a qualquer momento pode interromper-se. É coisa de pele, cheiro, e porque não, carência? Começa e logo já acaba. Mas o amor! Ah, aquele amor, com início, meio e fim, com a plenitude da intensidade de cada momento. O pra sempre também acaba, sempre fui firme nessa questão. A história é o que não tem fim e o que muda são os preços dos presentes. E às vezes, perdemos tempo resolvendo e querendo segurar mais ainda do tempo necessário algo que foi feito pra ser leve, colorido e natural. E quando o presente se torna presente do passado e futuro? E o amor, esse amor, o nosso amor, só tem início e meio...? Presentear o futuro deixa a desejar o agora? Fico a imaginar que toda essa situação já não foi fácil para ambos, contudo, levamos e enxergamos que o tempo seria melhor para nós. Mas como ter tanta certeza disso? São os sorrisos, as forças? A mistura de ingredientes (medo e desejo) andam lado a lado. Conquistamos tantas outras coisas, tantas aventuras e verdades. Um enorme sentimento, ainda anônimo, vem com uma vontade de se doar aos outros sem medida, mas seus passos ainda me fazem como reféns. Lembrar do teu rosto me faz ter a melhor lembrança e o melhor desejo. Por isso, não abro mão do fim (a sensação, nessa hora, é de que a dor nunca mais vai passar), porém, preciso e quero permitir deixar levar esse sonho a diante. É preciso enfrentar a realidade. Aceitemo-nos, e o mais importante já estamos em andamento. O fim da nossa história é o que tenho de melhor, é meu e seu, só o meu amor.
" A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos". [Ana Jácomo]


