terça-feira, 22 de maio de 2012

Exercício da consciência

Hoje foi dia de faxina. Acordei e sinto cheiro de um novo tempo. Não é época de ano novo, nem data especial, nem início de mês. Mas todo tempo é tempo de re-começar. Reiniciar. As pessoas vêm revelando: "Que [tal mês] venha com bons ventos, que me traga sorte e amor, que não me deixe sofrer, por favor." (Caio Fernando Abreu). É engraçado, as pessoas deixam nas mãos das outras a responsabilidade pelo seu sofrimento e/ou felicidade. Qual nome dar as estas pessoas? Fico indignada como "tal" me envia um  e-mail e, ainda acha-se no direto, que é obrigação do outro nos deixar feliz. A felicidade é minha. Com ou sem "tal" pessoa serei feliz. Não ache que minha felicidade é você. Olhar para si. Amar-se um pouco mais. Olhar o próprio umbigo seria um trabalho árduo? Acredito que para alguns seriam... Diante disso, por experiência própria, parei de pedir e comecei a correr atrás. A palavra-chave é parar de ser vítima e passar a ser autor;  é parar de reclamar e passar à agradecer. Toda vivência, sendo boa ou ruim, é aprendizado, tira alguma lição.

"Tenho ouvido muito que crescer dói. Nossa, eu que me encontro agora nesse estado saindo da adolescência tardia, começo a sentir as picadas da vida adulta. Não aquela que já venho tendo há bons anos. Essa não. Aquela que evitei sempre. Crescer dói porque é preciso olhar pra dentro da gente mesmo. Em cada parte mais escondida. Nas veias, vísceras, músculos, ossos, órgãos vitais.  É, crescer dói. E mesmo com tanta dor e às vezes um certo desânimo, continuo seguindo. Afinal de contas, a dor, por mais que pareça inevitável, é opcional. E minha opção já foi feita." 

Durante 5 anos estive numa incubadora, protegida da selva. Agora o pensamento que se fixa é: O que será que me espera? Tenho fome e sede do momento e percebo que a mistura do medo e da insegurança me cobrem, mas ao fazer um paralelo deste cantinho com a minha segunda casa (como de costume eu dizia), observo que muitos assuntos foram abordados, muitas histórias contadas e divididas, muitos dias presentes formou-se o passado e a diferença agora é real. Uma grafia mais cuidadosa e pautada. Uma reflexão acerca dos resultados de tanta responsabilidade e dedicação, desta forma, realizado o diário de bordo. É como os tripulantes de um barco, no qual contêm a escrita criativa. Acordei a bordo sem lembrar de como foi parar por alguns meses, e não vai ser mais necessário ir a procura de outros tripulantes... Estou aqui e voltei para ficar!