
Depois de muito tempo ausente, eis-me aqui. E com diversos reajustes. As vezes pego-me pensando em abandonar (de vez!) este cantinho, por ter encontrado outras opções em "jogar tudo para fora". Mas, ao calcular o peso lembro-me que foi aqui que me (des)encontrei várias vezes... Não seria justo, pois desde sempre fez-se presente nos momentos ímpares.
Eis aqui minha maravilhosa mensagem: Seja bem-vinda de volta!!!
E ao retornar, trago novos momentos. Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Os excessos pesam e já procurei uma maneira que talvez amenizasse este sentimento, como por exemplo, a leitura das reflexões dos momentos vivenciados e o que ficou de bom na nossa história, de forma a permitir que Deus cure o que sobrou da dor. Recordo-me de um sonho que tinha quando criança e que podia compartilhar com você, hoje não mais. Fico tentando lembrar dos melhores e piores momentos para então tentar entender um pouco deste hoje, mas ao lembrar da nossa casa o melhor sentimento invade em mim. Tinha sinais de carinho, cuidado e delicadeza, resumindo: só podia ser amor. Deduzi, por alguns anos, que se nossa casa era assim, ou seja, quem morava nela também era feliz. Certamente, com o tempo meus sonhos teriam se perdido, e se pudesse teria me arriscado a dizer ao proprietário dela que tivesse tranqüilidade antes de abrir mão de tudo. Na hora das decisões é sempre prudente ponderar entre o sentimento e a razão. Onde estarão os motivos que o levaram a des-construir um caminho tão bonito? Pode ser que, por algum motivo, também tenha colocado uma “placa de venda” e eu não tenha percebido. Virar a página, recomeçar, esquecer o peso do deslize é fundamental para que a pessoa possa ser capaz de reassumir a vida depois da queda. É como ajeitar uma peça que ficou sem encaixe. Este procedimento requer adequação dos desajustes. E isso requer esquecer.
"O Destino é tecido com duas agulhas. Uma delas, eu quem possuo e controlo. A outra é a vida. As vezes sou eu quem determino que ponto irei tecer. E outras, só poderei esperar e observar o quanto e até onde a vida irá me permitir tecer determinados pontos. E terei que aprender a suportar as agulhadas que certamente levarei tantas e tantas vezes".
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