domingo, 21 de agosto de 2011

By Caio Abreu



"Não fique ai remando contra a maré, dando murro em ponta de faca. APRENDE, APRENDE … aprende que dói menos!"

- Mudei muito, e não preciso que acreditem na minha mudança para que eu tenha mudado.

- Então não o ama mais?

- Amo. Só guardei isso num cofre. E tranquei. E esqueci a senha. Não porque quis mas foi preciso.

- Terminou?

- É tinha terminado. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina.

- Isso passa!

- É, eu sei... Não é fome, não é sono, não é falta de tempo, não é dor física, muito menos depressão. Só vontade de me desligar do mundo por alguns segundos...

- Tem certeza?

- Tenho. E ainda tem gente que pensa que eu me acho. Mal sabem eles que eu só me perco.

- (In)felizmente a gente tem mania de esperar que as coisas sejam dum jeito determinado, por isso a gente se decepciona e sofre.

- Realmente, e graças a Deus que não me arrependo de nada. Acho que fiz tudo do jeito melhor, meio torto talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que sei.

- Engraçado é que o ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou, muita gente se perde, né?

- É. Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?

-Pq às vezes o caminho compensa a dor. Às vezes não. E ir até o final é o único jeito de saber.

- Mas que seja bom o que vier, principalmente para mim!

- Não seria saudade, mas é sem dúvida uma sensação muito clara de que a vida escorre talvez rápida demais e, a cada momento, tudo se perde.

- Só peço que seja doce.

- E vai ser, pois um dia a gente aprende a conviver com uns… E a sobreviver sem outros. Você vai ver e um dia vai rir de tudo isso!

- ;õ)

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